segunda-feira, 18 de abril de 2016

O Círculo Cromático - LAV II

Linguagem das Artes Visuais II

Disco de Newton
Isaac Newton foi o primeiro cientista a entender como o Arco-Íris funciona. Através do Prisma, que é um pedaço de cristal, Newton demonstrou que a luz branca do Sol era composta por um espectro de cores. Em seu experimento o prisma separava todas as cores que compunham a luz branca em cores diferentes. Na época alguns achavam que era o cristal que coloria o feixe de luz, porém com outro prisma Newton transformava o espectro colorido em luz branca novamente. Os artistas da época ficaram fascinados com a demonstração de que a luz era responsável pelas cores. Para os artistas, sua ideia mais proveitosa foi o arranjo conceitual das cores em volta da circunferência de um círculo. Nele as cores estão opostas às suas cores complementares. O Disco de Newton é um tipo de círculo cromático.

Contraste
O contraste é a presença de opostos juntos. Contraste não é um conceito fixo que só existe quando dois perfeitos opostos compartilham um espaço, mas acontece em diversos níveis diferentes. É usado como uma ferramenta visual para permitir uma composição, aguçar um significado ou mesmo dramatizar. Acontece, por exemplo, quando a luz e a ausência dela estão lado a lado. No caso da linguagem visual o preto representa o escuro e a branco o claro, assim podemos representar luz e sombra, seja em fotografias preto-e-branco ou desenhos e gravuras. Quanto maior o contraste maior a nitidez, é por isso que impressos como esse ou jornais usam a tinta preta sobre papel branco, pois permitem uma melhor leitura. O branco e o preto são contrastantes pois são cores complementares.

Cores Complementares
Cores complementares são pares de cor com o maior nível de contraste possível. Porém tenhamos em mente que qualquer par de cores diferentes entre si possuem contraste, mesmo que pequeno. As complementares são aquelas que são completamente opostas, como o preto é para o branco. Se observamos uma fotografia e seu negativo, vamos ver que o que é branco fica preto, o que é preto fica branco, o que é verde fica magenta, o que é vermelho fica ciano e assim por diante; pois estes pares são cores complementares. Também podemos chamar as cores complementares de cores negativas.

Cores Análogas
Estas são aquelas cores que estão logo ao lado de outra no círculo cromático. São cores adjacentes.

Cores Triádicas
São trios de cores que se encontram igualmente distantes umas das outras. Por exemplo: as cores primárias (Magenta, ciano e amarelo) são um conjunto de cores triádicas.

Complemento Dividido
São trios de cores onde escolhemos um par de cores complementares e substituímos uma delas por suas duas cores análogas. Como por exemplo: Pegamos o Ciano e o Laranja, e substituímos o Laranja por Amarelo alaranjado e Vermelho. Ficando com: Ciano, Amarelo alaranjado e Vermelho.

Dupla Complementares
Quando são usadas duas duplas de cores complementares.

Monocromático vs Policromático
Monocromáticas são as composições que usam uma única cor e suas variações de intensidade e luminosidade. Por exemplo: Vermelho, vermelho escuro, vermelho pastel etc. Policromática são as composições que usam várias cores, incluindo as combinações já citadas como cores triádicas, complementares, análogas e dupla complementares.

Tonalidade da Cor
Luminosidade: Esta é a propriedade que faz a cor variar em tons claros e escuros. Ex: Azul claro é um azul com maior luminosidade que um azul escuro.

Saturação: É a propriedade de intensidade da cor. Quando a saturação é pouca a cor fica num tom pastel. Quando a suturação é alta, as cores ficam vivas.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Cores Primárias, Secundárias & Terciárias - LAV I

Linguagens das Artes Visuais I

Cores Primárias:
O que chamamos de Cores Primárias são um trio de cores que são usadas para criar ou simular todas as outras cores, que são por sua vez chamadas de secundárias e terciárias, e em alguns casos quaternárias. Porém devemos saber que todas as cores quando misturadas podem formar outras cores. O que caracteriza as primárias é o fato do conjunto poder criar todas as outras tonalidades de cores existentes. Devemos entender também que as cores primárias não podem ser conseguidas através da mistura de outras cores.

O trio das cores primárias é variado. E depende se estamos falando de Luz ou pigmentos. Na luz temos o trio: Vermelho, Verde e Azul. Também chamado de modelo RGB (do inglês Red, Green e Blue), porém esse modelo é mais estudado nas aulas de física. Essas são as três cores primárias que a televisão, muitos monitores e certos tipos de telas (como a dos celulares) usam.

O modelo mais favorável que é usado por artistas com pigmentos é o CMYK (do inglês Cyan, Magenta, Yellow e Key [Preto a cor “chave”]). Esse é o modelo que temos comumente nos cartuchos coloridos de impressora. Lembremos que as três cores primárias de pigmento juntas e em igual proporção podem criar a cor preta. Os motivos pelos quais a impressora usa uma quarta tinta preta são: Três camadas de tinta diferentes numa folha comum podem danificar o papel; A tinta preta é uma tinta barata; E a impressora também possui a opção de preto e branco, sendo o branco conseguido pela própria superfície da folha.

Portanto nos pigmentos temos as seguintes cores:
Cores Primárias: Ciano, Amarelo e Magenta.
Cores Secundárias: Verde, Azul, Vermelho, Roxo, Laranja, Abóbora, Violeta etc.
Cores terciárias: Cinza, Marrom, Amarelo ocre etc.

Muitas pessoas referem-se, erroneamente, ao Vermelho, Azul e Amarelo como cores primárias. O vermelho já é uma cor secundária pois nasce da mistura do magenta com um pouco de amarelo, e o azul também é uma cor secundária pois nasce da mistura do ciano com um pouco de magenta. Demonstravelmente as cores primárias são amarelo, ciano e magenta. Porém magenta e ciano são pigmentos mais difíceis de se conseguir, então artistas e seus estudantes costumam usar as cores comuns mais próximas: azul e vermelho.

Cores Secundárias:
Qualquer cor que surge da mistura de duas cores primárias. Possuem cores vivas assim como as primárias.

Cores Terciárias:
São as cores compostas de três cores primárias, obviamente elas podem surgir da mistura entre uma cor secundária com uma primária ou duas cores secundárias.
Terciária = amarelo (A) + ciano (C) + magenta (M) = (A)+(C)+(M)
Terciária = vermelho [(A)+(M)] + ciano (C) = (A)+(M)+(C)
Terciária = roxo [(C)+(M)] + laranja [(A)+(M)] = (C)+(M)+(A)


Exercício de Fixação:
Pinte cada parte do triângulo dentro do círculo cromático com a cor indicada. Então pinte a seção do círculo que toca a ponta do triângulo com a mesma cor. Daí pinte as três seções sem cor indicada da seguinte maneira: 75% da cor indicada mais 25 % da próxima; 50% de cada; e 25% mais 75%.

Caso não encontre as tintas magenta e ciano, use como Magenta as cores:
Carmim; Carmim de Alizarina; Vermelho de Quinacridone; Tintas com o nome de Rosa (Ex.: Rosa Permanente); Ou tintas que possuem um tom forte como “Rosa Choque”.

E use como Ciano as cores:
Azul Cerúleo; Azul de Manganês; ou tintas com tom claro como “Azul claro”.






terça-feira, 18 de novembro de 2014

Fontes para Disléxicos

Gostaria de divulgar duas fontes que podem ajudar os alunos que tenham problemas de dislexia. A primeira pode ser baixada no dafont.com e é a Open-Dyslexic:


A segunda é a Dyslexie, esta necessita que você preencha informações pessoais antes de poder fazer o download para uso pessoal. Contudo possui um suporte maior caso você tenha interesse em usá-la em alguma publicação ou projeto maior, seja ele na área da educação ou negócios. Entre as empresas que trabalham com a dyslexie estão a Nintendo, Pixar, CitiBank e outros(as).


Pessoas com dislexia visual percebem as letras como um objeto em três dimensões, portanto letras como d, p, q & b parecem similares. As fontes acima buscam criar pequenas diferenças entre as letras que permitam disléxicos entenderem os símbolos com mais rapidez. Abaixo apresento links de pdfs de estudos das universidades de Twente e de Amsterdã que comprovam uma melhora significativa na experiência de leitura das pessoas com dislexia lendo textos com a Dyslexie. 



Fonte

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Ludwig Deutsch [Galeria]


O trabalho de Ludwig Deutsch é descrito como fortemente associado ao movimento orientalista. O termo é usado de forma ampla na arte para descrever o trabalho de artistas ocidentais do século 19 que possuíam temáticas orientais, em especial da Ásia Ocidental ou Oriente Médio. Ludwig foi um austríaco que se estabeleceu em Paris e também viajou pelo Cairo.

A apresentação do trabalho de Ludwig Deutsch em sala pode ser do interesse para professores de arte que desejam mostrar retratos de pessoas de etnias diferentes; muitos retratos mostram grupos etnicos chamados outrora pelos europeus de sarracenos e mouros, e também de negros. Especialmente interessante são os retratos de pessoas negras, pois quando são retratadas o são como escravos ou pobres na arte brasileira, ou sequer estão presentes como na arte europeia que geralmente é selecionada como material de estudo.

Abaixo seguem alguns trabalhos selecionados. Para ampliar a imagem clique sobre ela.


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Estúdio do Artista

O Estúdio do Artista – O que se deve considerar quando for Criar o seu espaço para trabalhar.
Quais são as coisas que você deve considerar quando for montar e escolher o espaço do seu estúdio?Jimmy Leslie, da Winsor & Newton da América Esboça as considerações a serem feitas quando se pretende montar um estúdio, quer seja um espaço separado ou dentro da sua área doméstica.

- Um obrigado bem grande para todos os fãs no Facebook que dividiram fotos dos seus estúdios para esse artigo. Infelizmente nós não fomos capazes de usar todas as imagens fornecidas dessa vez.

As regras Básicas
Ahh, o ardiloso estúdio! Vai custar uma grana preta pra montar e precisa ser gigante, certo? Não necessariamente. Eu já trabalhei num casebre de guardar lenha, numa garagem, e também num quarto extra. Dos três mencionados, evite trabalhar no seu quarto porque é importante manter o seu espaço de trabalho separado do seu espaço doméstico. Dormir no mesmo cômodo que você usa solventes e outros materiais do tipo não é recomendável já que não é confortável e pode causar irritação.


Estúdio de Melissa Guardia
Estúdio de Nicholas Woodhead














Também fique longe da cozinha ou sala de jantar para evitar trabalhar no lugar onde fica a comida.
Minha regra número 1 para a segurança no estúdio é ouvir aquilo que seus pais e professores te ensinaram; Não coloquem suas mãos nos olhos, ouvidos, nariz, ou boca. Isso significa: não coma, beba ou fume no seu estúdio. Ok, então isso significa que eu sou culpado de quebrar minha própria regra por beber água ou chá no meu estúdio, mas eu me certifico de manter minha bebida numa garrafa fechada e nunca colocar as mãos nela com os dedos cheios de tinta. Eu definitivamente não como no meu estúdio e Eu não fumo, então eu estou bem nesse aspecto. Mas tenha em mente que fumar perto dos solventes não é uma boa ideia, esteja você com as mãos cheias de tinta ou não.

Com relação ao tamanho, seu estúdio não precisa ser muito amplo a menos que você planeje trabalhar com peças no tamanho de mural. Ser um artista é ser criativo e limitações geram criatividade. Um estúdio pequeno te destina a pensar bem sobre o seu ambiente.

Ventilação quando for trabalhar com Solventes
Quando for trabalhar com tinta óleo e solventes, ventilação é sempre recomendado e é mais recomendado ainda num espaço pequeno. Um exaustor pode ajudar a mover o ar de dentro do estúdio pra fora, e dar uma passeada fora do estúdio criando uns intervalos é uma boa prática também. Diluir a ventilação é isso, onde o ar limpo e não contaminado é misturado num espaço e depois lançado pra fora.


Estúdio de Gitte Mertens
Estúdio de Bernard Victor




















Você também pode pensar nos materiais que usa. Usar um solvente como Winsor & Newton's Sansodor com um P.E.L. (Permissible exposure limit, Limite de Exposição Permitido, é uma medida americana) de 300 é uma alternativa melhor que Aguarrás Mineral (100-200 P.E.L.) e Terebintina (100 P.E.L.). O P.E.L. diz respeito à exposição a um material durante um período de tempo de 8 horas e quanto maior o número melhor.
Se a exposição aos solventes for o maior problema e você divide um estúdio ou simplesmente não gosta de trabalhar por muito tempo com eles, Winsor & Newton oferece as tintas óleo e médiuns Artisan que podem ser limpos com água. Óleo e Água não se misturam? Confira a página dos produtos Artisan para mais informação sobre o assunto.


Faça o Máximo com seu Espaço
Num espaço pequeno é necessário usar o espaço corretamente. Para um cavalete que não ocupe espaço, Eu recomendo o Winsor & Newton Hamilton Studio Easel. Ele pode ser usado na forma tradicional na vertical, convertido rapida e facilmente numa superfície plana para aquarela ou dobrado para ser guardado. E por falar em guardar, o que você faz com toda a arte que você produz? Presumindo que os colecionadores não estão fazendo fila pra comprar todas elas. Infelizmente essa é uma limitação no espaço que é dificil superar.

Estúdio de Marie Stevens
Estúdio de Silvia Moscovich











Quando eu estava trabalhando em espaços menores eu costumava pendurar o máximo que eu podia no estúdio e depois emprestava para familiares e amigos que admiram meu trabalho. Eu também adaptei meu trabalho ao tamanho do meu ambiente fazendo-o menor. As vezes essas restrições podem ser positivas e podem forçar um artista a pensar e trabalhar de maneiras que caso contrário ele não iria.

Iluminação
No caso do seu estúdio não ter boa iluminação natural, poucas janelas, ou você trabalhe durante a noite procure trocar sua iluminação incandescente normal por iluminação de espectro completo. As lâmpadas “Full Spectrum” fazem justamente o que o nome diz providencia um espectro completo de luz solar imitando a luz natural e ajudando você a ver a real natureza das suas cores. Nos últimos anos o preço desse tipo de lâmpada tem descido bastante fazendo delas uma opção acessível.

 Estúdio de Mai-Britt Schultz
Estúdio de Ann















Leia o Rótulo
Para entender verdadeiramente os materiais que você está usando e como eles podem afetar você, esteja certo de fazer uma coisa óbvia porém geralmente ignorada; Dê uma olhada no rótulo. Por exemplo, o rótulo nas tintas óleo da Winsor & Newton podem ter o símbolo AP que significa “produto aprovado quando usado para o que se destina” ou seja: aplicado numa tela ou outra superfície que não seja a pele. Alternativamente o rótulo de advertência pode ser visto em cores que contém chumbo conhecido por fazer mal a saúde quando em grandes quantidades. Estes selos certificam que o produto foi testado e está em conformidade com o ASTM D-4236.


Quer saber mais sobre segurança no estúdio?
O assunto sobre segurança no estúdio as vezes requer mais atenção do que pode ser dada aqui, porém a Health and Safety Data Sheets que fornecem importantes informações de produto com relação a segurança pode ser encontrado aqui e é um bom ponto de partida.
A coisa mais importante para o seu estúdio é fazer o máximo com o que você tem, seja um quarto extra na sua casa ou um estúdio alugado, ele precisa ser um lugar que você possa pegar um pincel e tinta sem grandes complicações físicas.